{"id":1210,"date":"2004-06-08T12:12:56","date_gmt":"2004-06-08T12:12:56","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1210"},"modified":"2017-02-10T12:17:20","modified_gmt":"2017-02-10T12:17:20","slug":"cacadores-de-exoplanetas-com-um-olho-no-transito-de-venus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2004\/06\/08\/cacadores-de-exoplanetas-com-um-olho-no-transito-de-venus\/","title":{"rendered":"Ca\u00e7adores de exoplanetas com um olho no tr\u00e2nsito de V\u00e9nus"},"content":{"rendered":"<span class=\"dropcap \">O<\/span>s ca\u00e7adores de planetas extra-solares ir\u00e3o estar atentos quando V\u00e9nus passar em frente do Sol pela primeira vez desde 1882.<\/p>\n<p>Cerca de 120 planetas foram j\u00e1 descobertos orbitando outras estrelas. Tr\u00eas destes foram revelados porque reduziram o brilho das suas estrelas durante tr\u00e2nsitos, o que tamb\u00e9m forneceu informa\u00e7\u00e3o acerca da massa dos planetas. Miss\u00f5es futuras, tal como a Kepler, em desenvolvimento pela NASA (para lan\u00e7ar em 2007), t\u00eam como objectivo encontrar muitos mais tr\u00e2nsitos ao vigiar 100,000 estrelas do tipo-Sol.<\/p>\n<p>O tr\u00e2nsito de V\u00e9nus ir\u00e1 diminuir o brilho do Sol cerca de 0.1% mas os dados que os astr\u00f3nomos esperam recolher ir\u00e3o ajudar a interpretar as futuras pesquisas extrasolares. &#8220;Os planetas extrasolares s\u00e3o \u00fanicos entre os objectos astron\u00f3micos porque existem partes locais para estudar,&#8221; disse Sara Seager, que modela as atmosferas de planetas extrasolares na Institui\u00e7\u00e3o Carnegie em Washington, DC.<\/p>\n<p>O colega de Seager, Dan Kiselman, ir\u00e1 usar o Telesc\u00f3pio Sueco Solar de um metro nas Ilhas Can\u00e1rias para procurar di\u00f3xido de carbono na atmosfera de V\u00e9nus durante o tr\u00e2nsito. O g\u00e1s perfaz cerca de 97% da atmosfera do planeta, mas Seager diz: &#8220;N\u00f3s desenh\u00e1mos esta experi\u00eancia para detectar algo que sabemos l\u00e1 existir. Se formos interpretar os planetas extrasolares, temos que ter a certeza que os modelos est\u00e3o correctos.&#8221;<\/p>\n<p>A equipa ir\u00e1 tamb\u00e9m procurar vest\u00edgios de s\u00f3dio ou pot\u00e1ssio na atmosfera do planeta. Estes elementos &#8211; restos de meteoritos &#8211; flutuam na camada superior da atmosfera da Terra mas nunca foram descobertos em V\u00e9nus. Seager espera que este estudo possa revelar o t\u00e9nue sinal de absor\u00e7\u00e3o dos elementos.<\/p>\n<p>O Sol n\u00e3o ter\u00e1 ainda nascido no Arizona durante o tr\u00e2nsito, mas Glenn Schneider, da Universidade do Arizona, utilizar\u00e1 uma alternativa interessante para observar o tr\u00e2nsito. Ir\u00e1 usar a luz do Sol reflectida pela Lua para estudar a diminui\u00e7\u00e3o geral do brilho e para observar como o espectro do Sol muda durante o evento, que dura aproximadamente seis horas.<\/p>\n<p>A rota\u00e7\u00e3o do Sol e o efeito Doppler fazem com que a sua luz seja desviada para comprimentos de onda perto do azul no lado girando na direc\u00e7\u00e3o da Terra. \u00c9 tamb\u00e9m desviada para comprimentos de onda perto do vermelho no lado contr\u00e1rio. Por isso, \u00e0 medida que V\u00e9nus se move pelo disco do Sol, ir\u00e1 bloquear diferentes partes do espectro.<\/p>\n<p>&#8220;Uma coisa que podemos notar nos planetas extrasolares \u00e9 se o planeta se move na mesma direc\u00e7\u00e3o que a estrela gira,&#8221; disse Seager. &#8220;Fomos muitas vezes surpreendidos pelos planetas extrasolares e queremos sempre verificar at\u00e9 as ideias mais \u00f3bvias. Se o planeta rodasse na direc\u00e7\u00e3o oposta, isto significaria que teve lugar uma grande colis\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 experi\u00eancia de Schneider &#8211; a sombra de V\u00e9nus n\u00e3o ir\u00e1 ser vis\u00edvel na Lua -, Seager diz que \u00e9 muito parecida com as observa\u00e7\u00f5es de planetas extrasolares, onde o planeta em tr\u00e2nsito n\u00e3o pode ser resolvido em frente \u00e0 estrela-m\u00e3e.<\/p>\n<p>Os tr\u00e2nsitos de V\u00e9nus s\u00e3o raros, ocorrendo apenas 4 vezes mais ou menos em cada 243 anos, dado que o plano orbital do planeta est\u00e1 ligeiramente inclinado em rela\u00e7\u00e3o ao da Terra.<\/p>\n<p>Os astr\u00f3nomos observaram apenas 5 anteriores tr\u00e2nsitos, mas estes levaram \u00e0 descoberta da atmosfera de V\u00e9nus e a estimativas da dist\u00e2ncia entre a Terra e o Sol. O pr\u00f3ximo tr\u00e2nsito ir\u00e1 ocorrer em 2012 e depois em 2117.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os ca\u00e7adores de planetas extra-solares ir\u00e3o estar atentos quando V\u00e9nus passar em frente do Sol pela primeira vez desde 1882. Cerca de 120 planetas foram j\u00e1 descobertos orbitando outras estrelas. Tr\u00eas destes foram revelados porque reduziram o brilho das suas estrelas durante tr\u00e2nsitos, o que tamb\u00e9m forneceu informa\u00e7\u00e3o acerca da massa dos planetas. Miss\u00f5es futuras, &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1211,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17,1],"tags":[172],"class_list":["post-1210","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sociedade-eventos-astronomicos","category-telescopios-profissionais","tag-venus"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1210"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1210\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1212,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1210\/revisions\/1212"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1211"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}