{"id":1194,"date":"2004-05-18T13:37:45","date_gmt":"2004-05-18T13:37:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1194"},"modified":"2017-02-09T13:41:42","modified_gmt":"2017-02-09T13:41:42","slug":"estrela-de-massa-elevada-forma-se-atraves-de-disco-de-acrecao-com-rotacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2004\/05\/18\/estrela-de-massa-elevada-forma-se-atraves-de-disco-de-acrecao-com-rotacao\/","title":{"rendered":"Estrela de massa elevada forma-se atrav\u00e9s de disco de acre\u00e7\u00e3o com rota\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><span class=\"dropcap \">A<\/span> partir de um enorme esfor\u00e7o observacional efectuado na sua maioria com telesc\u00f3pios do ESO (Observat\u00f3rio Europeu do Sul) uma equipa de astr\u00f3nomos (Rolf Chini, Vera Hoffmeister, Markus Nielbock (Astronomisches Institut, Ruhr-Universit\u00e4t Bochum, Germany), Stefan Kimeswenger (Institut f\u00fcr Astrophysik der Universit\u00e4t Innsbruck, Austria), Dieter N\u00fcrnberger, Linda Schmidtobreick and Michael Sterzik) provou que na nebulosa M17 os objectos estelares mais massivos se formam por acre\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de discos circumestelares rotativos, isto \u00e9, da mesma forma que as estrelas de menor massa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para chegar a esta conclus\u00e3o, os astr\u00f3nomos usaram detectores de infravermelho ultra sens\u00edveis para penetrar a parte sudoeste da nebulosa M17, de modo a que a emiss\u00e3o t\u00e9nue do aquecimento provocado pelas estrelas mais massivas, cuja emiss\u00e3o est\u00e1 parcialmente bloqueada pela pr\u00f3pria nuvem molecular e pela poeira nela contida.<\/p>\n<p align=\"justify\">Contra o fundo desta regi\u00e3o uma grande silhueta opaca que lembra um aproximadamente disco incendiado de perfil, parece estar associada a uma nebulosa de reflex\u00e3o com a forma de uma ampulheta. Este sistema encaixa perfeitamente na descri\u00e7\u00e3o de uma estrela de elevada massa recentemente formada rodeada por um enorme disco de acre\u00e7\u00e3o e acompanhada por um <i>outflow<\/i> energ\u00e9tico bipolar.<\/p>\n<p align=\"justify\">As novas observa\u00e7\u00f5es corroboram os recentes c\u00e1lculos te\u00f3ricos que admitem que os processos de forma\u00e7\u00e3o estelar para estrelas at\u00e9 cerca de 40 massas solares podem ocorrer do mesmo modo que o que \u00e9 aceite para estrelas de pequena massa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Enquanto muitos detalhes sobre a forma\u00e7\u00e3o de estrelas de pequena massa s\u00e3o conhecidos, o cen\u00e1rio que conduz \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de estrelas de massa elevada permanece ainda obscuro. Existem duas vias de forma\u00e7\u00e3o que est\u00e3o actualmente a ser analisadas. Na primeira, estas estrelas formam-se a partir da acre\u00e7\u00e3o de quantidades enormes de material circumestelar, sendo o colapso vari\u00e1vel ao longo do tempo. A outra possibilidade \u00e9 atrav\u00e9s da colis\u00e3o de protoestrelas de massa m\u00e9dia, aumentando a massa por &#8220;saltos&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na busca de pistas que forne\u00e7am a resposta a esta quest\u00e3o fundamental, uma equipa de astr\u00f3nomos europeus usou uma grande quantidade de telesc\u00f3pios (sobretudo em La Silla e Paranal) e de tempo de observa\u00e7\u00e3o para estudar com enorme detalhe a Nebulosa Omega (M17).<\/p>\n<p align=\"justify\">A <b>Nebulosa Omega<\/b>, tamb\u00e9m conhecida como o objecto 17 do cat\u00e1logo de Charles Messier, isto \u00e9, <b>Messier 17<\/b> ou <b>M17<\/b>, \u00e9 uma das regi\u00f5es mais abundantes de forma\u00e7\u00e3o estelar da nossa Gal\u00e1xia e encontra-se a 7.000 anos-luz da Terra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de um enorme esfor\u00e7o observacional efectuado na sua maioria com telesc\u00f3pios do ESO (Observat\u00f3rio Europeu do Sul) uma equipa de astr\u00f3nomos (Rolf Chini, Vera Hoffmeister, Markus Nielbock (Astronomisches Institut, Ruhr-Universit\u00e4t Bochum, Germany), Stefan Kimeswenger (Institut f\u00fcr Astrophysik der Universit\u00e4t Innsbruck, Austria), Dieter N\u00fcrnberger, Linda Schmidtobreick and Michael Sterzik) provou que na nebulosa M17 &hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1195,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,1],"tags":[166,165],"class_list":["post-1194","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-telescopios-profissionais","tag-eso","tag-m17"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1194"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1194\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1196,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1194\/revisions\/1196"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}