{"id":1188,"date":"2004-05-11T12:24:45","date_gmt":"2004-05-11T12:24:45","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=1188"},"modified":"2017-02-09T12:28:02","modified_gmt":"2017-02-09T12:28:02","slug":"forte-actividade-tectonica-confirmada-em-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2004\/05\/11\/forte-actividade-tectonica-confirmada-em-marte\/","title":{"rendered":"Forte actividade tect\u00f3nica confirmada em Marte"},"content":{"rendered":"<span class=\"dropcap \">A<\/span>s imagens foram tiradas com a C\u00e2mara de Alta Resolu\u00e7\u00e3o Estereo (HRSC) a bordo da sonda Mars Express da ESA. S\u00e3o imagens da regi\u00e3o Acheron Fossae, uma regi\u00e3o de intensidade tect\u00f3nica no passado.<\/p>\n<p>A Archeron Fossae marca o extremo norte da Placa Tharsis e faz parte de uma rede de fracturas que tem o seu foco central no &#8220;bojo&#8221; de Tharsis uma \u00e1rea que tem uma eleva\u00e7\u00e3o local e onde ocorreu forte actividade vulc\u00e2nica.<\/p>\n<p>As falhas curvas que se v\u00eam nas imagens foram formadas devido \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o: as fracturas formaram-se na crosta quando o material quente oriundo do manto empurrou para cima a litosfera el\u00e1stica sobrenadante. Quando as tens\u00f5es se tornaram demasiado grandes pequenas fracturas foram surgindo nas zonas mais fr\u00e1geis da litosfera.<\/p>\n<p>Esta estrutura encontra-se situada a 35\u00ba-40\u00ba N e a 220\u00ba-230\u00ba E, cerca de 1000 quil\u00f3metros a norte do grande vulc\u00e3o de Monte Olimpo (o maior monte do sistema solar).<\/p>\n<p>A imagem acima, em que a cratera maior tem 55 quil\u00f3metros de di\u00e2metro, foi tirada 250 quil\u00f3metros a oeste das imagens anteriores.<\/p>\n<p>A imagem mostra que a falha (rifte) atravessa a cratera de impacto mais antiga, vendo-se pelo menos tr\u00eas linhas de cumes e fossas.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Acheron Fossae pode ser comparada \u00e0s zonas de rifte na Terra, onde as placas continentais se afastam, como \u00e9 o caso do Vlae do Rifte Queniano na \u00c1frica Oriental.<\/p>\n<p>A capacidade da HRSC de produzir imagens 3D (anaglifos) permite aos ge\u00f3logos (melhor ser\u00e1 dizer planet\u00f3logos) investigar em grande detalhe estas estruturas tect\u00f3nicas de Marte.<\/p>\n<p>Do cimo de um cume at\u00e9 ao fundo de uma fossa, os dados digitais do HRSC indicam haver um desn\u00edvel de pelo menos 1700 metros. A fossa larga no centro da imagem tem cerca de 15 quil\u00f3metros de largura.<\/p>\n<p>Observando as imagens 3D atrav\u00e9s de \u00f3culos estereosc\u00f3picos, podem ver-se diferentes n\u00edveis topogr\u00e1ficos de onde o material foi tirado e levado para outras regi\u00f5es. As estruturas que se assemelham a l\u00f3bulos s\u00e3o indicativas de fluxo viscoso.<\/p>\n<p>A desn\u00edvel entre a borda da cratera e o seu fundo \u00e9 de 2000m.<\/p>\n<p>Na imagem abaixo podemos ver uma constru\u00e7\u00e3o de uma perspectiva de como ser\u00e1 a topografia desta regi\u00e3o de Marte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As imagens foram tiradas com a C\u00e2mara de Alta Resolu\u00e7\u00e3o Estereo (HRSC) a bordo da sonda Mars Express da ESA. S\u00e3o imagens da regi\u00e3o Acheron Fossae, uma regi\u00e3o de intensidade tect\u00f3nica no passado. 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