{"id":951,"date":"2017-01-29T18:07:57","date_gmt":"2017-01-29T18:07:57","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?page_id=951"},"modified":"2019-01-09T10:15:55","modified_gmt":"2019-01-09T10:15:55","slug":"introducao-ao-sistema-solar","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/introducao-ao-sistema-solar\/","title":{"rendered":"Introdu\u00e7\u00e3o ao Sistema Solar"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"823\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sistema_solar-823x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1678\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sistema_solar-823x1024.jpg 823w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sistema_solar-241x300.jpg 241w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sistema_solar-768x956.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sistema_solar.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 823px) 100vw, 823px\" \/><figcaption> Figura 1 &#8211; Mosaico dos planetas do Sistema Solar, incluindo a Lua. Os planetas n\u00e3o se encontram \u00e0 escala.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sistema Solar consiste do Sol e de todos os objectos que o orbitam, incluindo aster\u00f3ides, cometas, luas e planetas. A Terra \u00e9 o terceiro planeta do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A grande variedade de objectos que existe no Sistema Solar est\u00e1 dividida em v\u00e1rias categorias. Nos \u00faltimos anos descobriu-se que muitas destas categorias n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o bem delineadas como antes se pensava:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>O Sol \u00e9 uma estrela da classe espectral G2 que cont\u00e9m 99,86% da massa total do Sistema Solar.<ul><li>Os planetas do Sistema Solar s\u00e3o os oito corpos regularmente com os nomes de: Merc\u00fario, V\u00e9nus, Terra, Marte, J\u00fapiter, Saturno, \u00darano e Neptuno. O &#8220;status&#8221; de Plut\u00e3o foi recentemente alterado para planeta-an\u00e3o pela Uni\u00e3o Astron\u00f3mica Internacional;<\/li><li>Os objectos que orbitam estes planetas t\u00eam o nome de luas;<\/li><li>O p\u00f3 e outras pequenas part\u00edculas que orbitam estes planetas formam an\u00e9is planet\u00e1rios;<\/li><li>O detrito espacial de origem artificial pode ser encontrado em \u00f3rbita da Terra;<\/li><li>Os planetesimais, a partir dos quais os planetas se formaram, s\u00e3o corpos sub-planet\u00e1rios que sofreram a acre\u00e7\u00e3o durante os primeiros anos do Sistema Solar e que agora j\u00e1 n\u00e3o existem. O nome \u00e9 por vezes usado para referir aster\u00f3ides e cometas no geral, ou para aster\u00f3ides com menos de 10 km de di\u00e2metro.<\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"710\" height=\"350\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sistema_solar_escala.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1680\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sistema_solar_escala.jpg 710w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sistema_solar_escala-300x148.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 710px) 100vw, 710px\" \/><figcaption> Figura 2 &#8211; Retrato de fam\u00edlia do Sistema Solar, \u00e0 escala de 1 px=1 Mm. Os di\u00e2metros dos objectos com mais de 400 km est\u00e3o \u00e0 escala. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Os asteroides s\u00e3o objectos mais pequenos que planetas, situados mais ou menos dentro da \u00f3rbita de J\u00fapiter, compostos em grande parte por minerais n\u00e3o-vol\u00e1teis. S\u00e3o subdivididos em grupos e fam\u00edlias, com base nas suas caracter\u00edsticas orbitais espec\u00edficas.<ul><li>Os aster\u00f3ides tamb\u00e9m podem ter outros objectos mais pequenos a orbit\u00e1-los, tal como luas. N\u00e3o se distinguem t\u00e3o claramente como as luas planet\u00e1rias, por vezes sendo quase t\u00e3o grandes quanto os seus companheiros.<\/li><li>Os aster\u00f3ides trojanos est\u00e3o localizados nos pontos L<sub>4<\/sub>\u00a0ou L<sub>5<\/sub>\u00a0de J\u00fapiter, embora o termo seja por vezes tamb\u00e9m utilizado para aster\u00f3ides noutros pontos de Lagrange.<\/li><li>Os meteor\u00f3ides s\u00e3o aster\u00f3ides que variam em tamanho, desde part\u00edculas do tamanho de um gr\u00e3o de p\u00f3, at\u00e9 com algumas dezenas de metros de comprimento.<\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Os cometas s\u00e3o na sua maioria compostos por gelos vol\u00e1teis e t\u00eam \u00f3rbitas altamente exc\u00eantricas, geralmente com um peri\u00e9lio dentro da \u00f3rbita dos planetas interiores e um af\u00e9lio para l\u00e1 de Plut\u00e3o. Os cometas de curto per\u00edodo t\u00eam uma \u00f3rbita mais pequena, e os cometas mais antigos nos quais os compostos vol\u00e1teis j\u00e1 quase desapareceram devido ao aquecimento solar, s\u00e3o normalmente categorizados como aster\u00f3ides. Alguns cometas com \u00f3rbitas hiperb\u00f3licas podem tamb\u00e9m ser oriundos para l\u00e1 do Sistema Solar.<br><br><\/li><li>Os centauros s\u00e3o corpos gelados parecidos com cometas que t\u00eam \u00f3rbitas menos exc\u00eantricas, situados na regi\u00e3o entre J\u00fapiter e Neptuno.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li> Os objectos trans-neptunianos s\u00e3o corpos gelados cujo semi-eixo maior situa-se para l\u00e1 de Neptuno. Estes s\u00e3o sub-divididos em:<ul><li>Os objectos da cintura de Kuiper t\u00eam \u00f3rbitas situadas entre 30 e 50 UA. Pensa-se que seja esta a origem dos cometas de curto-per\u00edodo. Plut\u00e3o \u00e9 por vezes classificado como um objecto da cintura de Kuiper, e os objectos da cintura de Kuiper com \u00f3rbitas tipo-Plut\u00e3o s\u00e3o chamados Plutinos. Os restantes objectos s\u00e3o classificados como Cubewanos na cintura principal e objectos discais espalhados nos limites exteriores.<\/li><li>Objectos da nuvem de Oort, actualmente hipot\u00e9ticos, t\u00eam \u00f3rbitas que se situam entre 50,000 e 100,000 UA. Esta regi\u00e3o pensa-se que seja o local de origem dos cometas de longo-per\u00edodo.<\/li><li>O rec\u00e9m-descoberto objecto 90377 Sedna, com uma \u00f3rbita altamente el\u00edptica que se extende entre 76 e 850 UA, n\u00e3o se encaixa obviamente nesta categoria, embora os seus descobridores discutam que deva ser considerado como parte da nuvem de Oort.<\/li><li>Pequenas quantidades de p\u00f3 existem por todo o Sistema Solar e s\u00e3o respons\u00e1veis pelo fen\u00f3meno da luz zodiacal. Algum deste p\u00f3 \u00e9 provavelmente p\u00f3 interestelar do exterior do Sistema Solar.<\/li><\/ul><\/li><\/ul>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"429\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sistema_solar_interior.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1681\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"429\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/sistema_solar_exterior.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1682\"\/><figcaption> Figuras 3 e 4 &#8211; Diagramas das posi\u00e7\u00f5es e dist\u00e2ncias do Sistema Solar interior e exterior. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pensa-se que o Sistema Solar foi formado a partir da Nebulosa Solar, uma nuvem de g\u00e1s e poeira em colapso que deu origem ao Sol. \u00c0 medida que sofria o colapso gravitacional, a Nebulosa Solar tomou a forma de um disco, com o protosol situado no centro. \u00c0 medida que este aquecia, as subst\u00e2ncias vol\u00e1teis foram afastadas do centro pelas regi\u00f5es centrais da nebulosa &#8211; da\u00ed a forma\u00e7\u00e3o de planetas rochosos mais pertos do Sol e dos gigantes gasosos mais afastados. Durante muitos anos, o nosso Sistema Solar foi o \u00fanico sistema planet\u00e1rio conhecido, e por isso as teorias tinham apenas de explicar um sistema para serem plaus\u00edveis. A descoberta, em anos recentes, de muitos outros sistemas planet\u00e1rios deu-nos uma vis\u00e3o completamente diferente, e as teorias da forma\u00e7\u00e3o de sistemas planet\u00e1rios tiveram de ser revistas de acordo. Em particular, muitos sistemas externos cont\u00eam um J\u00fapiter quente &#8211; um planeta compar\u00e1vel a ou maior que J\u00fapiter, orbitando muito perto da estrela, talvez num espa\u00e7o de dias. Foi proposto que embora os gigantes gasosos nestes sistemas se tenham formado no mesmo local que os gigantes gasosos do nosso Sistema Solar, dever\u00e1 ter ocorrido alguma esp\u00e9cie de migra\u00e7\u00e3o que fez o planeta gigante espiralar para mais perto da estrela. Quaisquer planetas terrestres que poderiam ter existido previamente devem ter sido destruidos ou ejectados do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Sistema Solar faz parte da Via L\u00e1ctea, uma gal\u00e1xia espiral-barrada com um di\u00e2metro entre 100.000 e 120.000 anos-luz, contendo entre 200 mil milh\u00f5es e 400 mil milh\u00f5es de estrelas. Estimativas colocam o Sistema Solar a 27.000 anos-luz \u00b1 1100 anos-luz do centro gal\u00e1ctico. A sua velocidade \u00e9 de cerca de 220 km\/s, e completa uma revolu\u00e7\u00e3o em cada 225-250 milh\u00f5es de anos. Na localiza\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica do Sistema Solar, a velocidade de escape em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gravidade da Via L\u00e1ctea \u00e9 de cerca de 1000 km\/s. O Sistema Solar parece ter uma \u00f3rbita muito irregular. \u00c9 extremamente semelhante a uma \u00f3rbita circular, e quase \u00e0 mesma dist\u00e2ncia em que a velocidade orbital coincide com a velocidade das ondas de compress\u00e3o que formam os bra\u00e7os espirais. O sistema Solar parece ter permanecido entre os bra\u00e7os espirais durante a maioria da exist\u00eancia de vida na Terra. A radia\u00e7\u00e3o de supernovas dos bra\u00e7os espirais pode teoricamente esterilizar as superf\u00edcies planet\u00e1rias, proibindo a forma\u00e7\u00e3o de grandes quantidades de vida animal em terra. Ao permanecer fora dos bra\u00e7os espirais, a Terra pode estar livre para formar vida animal na sua superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> Devido \u00e0 perspectiva geoc\u00eantrica pela qual os humanos viam o Sistema Solar, a sua natureza e estrutura foi durante muito tempo mal interpretada. Os movimentos aparentes do Sistema Solar observados a partir da Terra eram vistos como os seus movimentos reais em torno de uma Terra estacion\u00e1ria. Em adi\u00e7\u00e3o, muitos outros objectos e fen\u00f3menos do Sistema Solar n\u00e3o s\u00e3o directamente observ\u00e1veis pelos humanos sem recorrer a ajudas t\u00e9cnicas. Por isso foram necess\u00e1rios avan\u00e7os conceptuais e tecnol\u00f3gicos em ordem ao Sistema Solar ser compreendido correctamente. O primeiro e o mais importante destes avan\u00e7os foi a Revolu\u00e7\u00e3o Coperniana, que adoptou um modelo helioc\u00eantrico para os movimentos dos planetas. De facto, o termo &#8220;sistema solar&#8221; deriva directamente desta perspectiva. Mas as mais importantes consequ\u00eancias desta nova percep\u00e7\u00e3o vieram, n\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o central do Sol, mas da posi\u00e7\u00e3o orbital da Terra, que sugeria que esta era apenas mais um planeta. Esta foi a primeira indica\u00e7\u00e3o da verdadeira natureza dos planetas. Tamb\u00e9m a falta de paralaxe estelar percept\u00edvel, embora o movimento orbital da Terra indicasse a dist\u00e2ncia extrema das estrelas fixas, proporcionou a especula\u00e7\u00e3o de que fossem objectos parecidos com o Sol, talvez at\u00e9 com os seus pr\u00f3prios planetas. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"988\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/voyager-988x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1683\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/voyager-988x1024.jpg 988w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/voyager-290x300.jpg 290w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/voyager-768x796.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 988px) 100vw, 988px\" \/><figcaption> Figura 6 &#8211; Impress\u00e3o de artista da sonda Voyager.<br>Cr\u00e9dito: NASA\u00a0 <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde o in\u00edcio da era espacial que v\u00e1rias ag\u00eancias espaciais exploraram o Sistema Solar atrav\u00e9s de miss\u00f5es n\u00e3o-tripuladas. A primeira sonda a aterrar noutro planeta foi a sovi\u00e9tica Luna 2, que impactou na Lua em 1959. Desde a\u00ed, foram alcan\u00e7ados planetas mais distantes, tendo sondas aterrado em V\u00e9nus em 1965, em Marte em 1976, no aster\u00f3ide 433 Eros em 2001, e na lua de Saturno Tit\u00e3 em 2005. Tamb\u00e9m fiz\u00e9mos passagens pr\u00f3ximas por outros planetas: a Mariner 10 passou por Merc\u00fario em 1973, enquanto que as sondas Voyager viajaram pelo Sistema Solar ap\u00f3s serem lan\u00e7adas em 1977. Passaram por J\u00fapiter em 1979 e por Saturno em 1980-81. A Voyager 2 passou depois por Urano em 1986 e por Neptuno em 1989. Estas encontram-se agora muito para l\u00e1 da \u00f3rbita de Plut\u00e3o (que recebeu a visita da New Horizons em 2015) e j\u00e1 encontraram a heliopausa, que define o limite exterior do Sistema Solar. Ou seja, as Voyager j\u00e1 se encontram no espa\u00e7o interestelar.<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atrav\u00e9s destas miss\u00f5es n\u00e3o-tripuladas, conseguimos obter imagens da maioria dos planetas e, no caso das sondas que l\u00e1 aterraram, fazer testes ao solo e \u00e0 atmosfera. As explora\u00e7\u00f5es tripuladas, no entanto, s\u00f3 levaram ainda os humanos at\u00e9 \u00e0 Lua, no programa Apollo. A \u00faltima miss\u00e3o tripulada \u00e0 Lua ocorreu em 1972, mas a recente descoberta de gelo em crateras profundas de regi\u00f5es polares da Lua levantou a especula\u00e7\u00e3o que a Humanidade possa regressar \u00e0 Lua mais ou menos na pr\u00f3xima d\u00e9cada. As h\u00e1 muito esperadas miss\u00f5es tripuladas a Marte n\u00e3o parecem ser realidade num futuro pr\u00f3ximo. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Figura 1 &#8211; Mosaico dos planetas do Sistema Solar, incluindo a Lua. 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