{"id":950,"date":"2017-01-29T18:07:57","date_gmt":"2017-01-29T18:07:57","guid":{"rendered":"http:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?page_id=950"},"modified":"2019-01-09T10:05:25","modified_gmt":"2019-01-09T10:05:25","slug":"descobertas-planetarias","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/descobertas-planetarias\/","title":{"rendered":"Descobertas planet\u00e1rias"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1766, antes da descoberta do restantes planetas principais do sistema solar (\u00darano, Neptuno e Plut\u00e3o) Johann D.Titius tenta aplicar ao Sistema Solar uma s\u00e9rie num\u00e9rica do tipo: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"324\" height=\"23\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/serie_numerica.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1672\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Chega a uma express\u00e3o em que x=4, y=3 e z=2. Johann Bode Viria a publicar esta s\u00e9rie em 1772 que aparecia sob a forma: <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"315\" height=\"23\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/formula_bode.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1673\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dividindo os resultados da s\u00e9rie por 10, obt\u00eam-se os valores: <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"text-align:center\"> 0.4;0.7; 1.0; 1.6; 2.8; 10.0; 19.6; 38.8; 77.2 &#8230; <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta s\u00e9rie \u00e9 hoje conhecida como Lei de Titus-Bode ou simplesmente Lei de Bode. As dist\u00e2ncias (em Unidades Astron\u00f3micas) dos nove planetas principais do sistema solar ao Sol s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\" style=\"text-align:center\">0.39; 0.72; 1.00; 1.52; 5.20; 9.54; 19.1; 30.6; 40<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tendo a dist\u00e2ncia da Terra ao Sol como unidade, os valores obtidos pela Lei de Bode eram extremamente pr\u00f3ximos, excepto na falha para a dist\u00e2ncia 2.8 UA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\n\nEm 1781, William Herschel descobriu \u00darano. De in\u00edcio pensou tratar-se de um cometa, mas os seus dados indicavam uma baixa excentricidade el\u00edptica em torno do Sol, ou seja, uma \u00f3rbita planet\u00e1ria, com uma \u00f3rbita a uma dist\u00e2ncia do Sol entre 19 e 20 UA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta descoberta veio refor\u00e7ar a cren\u00e7a na Lei de Bode. Pode ver-se que, de acordo com esta, deveria existir um planeta entre Marte e J\u00fapiter. A cren\u00e7a na Lei de Bode levou a uma extensa pesquisa pelo planeta perdido entre Marte e J\u00fapiter. A 1 de Fevereiro de 1801, o astr\u00f3nomo italiano Piazzi descobriu um objecto de 7.\u00aa magnitude que se ia deslocando de noite para noite contra o fundo estelar. Este objecto, designado Ceres por Piazzi, foi o primeiro aster\u00f3ide a ser descoberto. Com quase 1000 km de di\u00e2metro, \u00e9 tamb\u00e9m o maior de todos os aster\u00f3ides conhecidos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"408\" height=\"562\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/william_herschel.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1674\"\/><figcaption> Figura 1 &#8211; William Herschel.<br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ano seguinte, foi descoberto um segundo aster\u00f3ide (Pallas), seguido da descoberta de Juno em 1804 e Vesta em 1807. \u00c9 agora sabido que em vez de um planeta, existe uma enorme quantidade de pequenos corpos (talvez sejam mais de 50.000 os que t\u00eam mais de 10 km de di\u00e2metro) que orbitam entre Marte e J\u00fapiter. A evolu\u00e7\u00e3o destes planetas \u00e9 dominada por dois factores, a saber: as colis\u00f5es m\u00fatuas e a proximidade do planeta J\u00fapiter que tem 317 vezes a massa da Terra e 2.5 vezes a massa de todos os outros planetas do Sistema Solar juntos. A cintura de aster\u00f3ides, como \u00e9 conhecida esta imensa quantidade de pequenos corpos, est\u00e1 a desintegrar-se \u00e0 medida que estes corpos v\u00e3o colidindo uns com os outros a uma velocidade da ordem dos 5 a 6 km\/s, criando poeiras que depois espiralam em direc\u00e7\u00e3o ao Sol. A evid\u00eancia da import\u00e2ncia destas colis\u00f5es \u00e9 dada pela exist\u00eancia de pequenas fam\u00edlias de aster\u00f3ides que est\u00e3o agrupados com caracter\u00edsticas orbitais semelhantes e que se presumem ser fragmentos de corpos maiores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lei de Bode, embora n\u00e3o coincida depois para os valores dos planetas mais exteriores, Neptuno e Plut\u00e3o, foi extremamente importante na descoberta da cintura de aster\u00f3ides.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta de Neptuno foi a primeira a ser efectuada de uma forma perfeitamente cient\u00edfica. Entre 1790 e 1840, a \u00f3rbita de \u00darano apresentou algumas perturba\u00e7\u00f5es comparativamente com uma traject\u00f3ria convencional. Estas perturba\u00e7\u00f5es fizeram suspeitar da exist\u00eancia de um planeta mais long\u00ednquo no Sistema Solar. Paul Adams (em 1843) e U.J. Le Verrier (em 1846) usaram as leis da mec\u00e2nica newtoniana, de forma independente, para prever a massa, \u00f3rbita e posi\u00e7\u00e3o deste oitavo planeta, a partir das perturba\u00e7\u00f5es observadas em \u00darano. Em 1846, Johann G. Galle, no Observat\u00f3rio de Berlim, descobriu Neptuno na 1\u00ba posi\u00e7\u00e3o prevista por Le Verrier.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta descoberta constituiu uma das maiores conquistas da mec\u00e2nica newtoniana e consolidava as Leis de Newton como leis universais.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"669\" height=\"851\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/le_verrier.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1675\"\/><figcaption> Figura 2 &#8211; Le Verrier. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neptuno poder\u00e1 ter sido previamente observado por Galileu cerca de 234 anos antes. Hoje sabe-se que ter\u00e1 estado muito perto de J\u00fapiter nas noites de 27 de Dezembro de 1612 e de 28 de Janeiro de 1613, quando ele detectou um pequeno movimento de uma estrela na posi\u00e7\u00e3o referida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estrelas vizinhas. Curiosamente, n\u00e3o seguiu a observa\u00e7\u00e3o desta estrela nos meses seguintes, e por isso perdeu a oportunidade de reconhecer Neptuno como um novo planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00faltimo &#8220;planeta&#8221; (de acordo com as novas regras de classifica\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, Plut\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um planeta &#8220;principal&#8221;, mas um planeta an\u00e3o) do Sistema Solar a ser descoberto foi Plut\u00e3o. As pequenas perturba\u00e7\u00f5es da \u00f3rbita de \u00darano n\u00e3o eram ainda satisfatoriamente descritas apenas pela presen\u00e7a de Neptuno, pelo que os astr\u00f3nomos come\u00e7aram na busca de um nono planeta. O facto de procurarem apenas no plano da ecl\u00edptica ter\u00e1 atrasado muito a descoberta de Plut\u00e3o. As previs\u00f5es iniciais da posi\u00e7\u00e3o do nono planeta tamb\u00e9m eram muito incertas. Plut\u00e3o foi apenas descoberto por Clyde Tombaugh em 1930, com base numa previs\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o realizada por Percival Lowell. Hoje sabemos que esta descoberta foi fortuita pois a pequena massa de plut\u00e3o n\u00e3o poderia de modo nenhum explicar as perturba\u00e7\u00f5es na \u00f3rbita de \u00darano.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"300\" height=\"310\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/clyde_tombaugh_thmb.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-1676\"\/><figcaption> Figura 3 &#8211; Clyde Tombaugh. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1766, antes da descoberta do restantes planetas principais do sistema solar (\u00darano, Neptuno e Plut\u00e3o) Johann D.Titius tenta aplicar ao Sistema Solar uma s\u00e9rie num\u00e9rica do tipo: Chega a uma express\u00e3o em que x=4, y=3 e z=2. 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