ROVER CURIOSITY CELEBRA 2000 SOLS 27 de março de 2018
Este mosaico obtido pelo rover Curiosity da NASA olha até ao Monte Sharp, que tem vindo a subir desde 2014. Realçado em branco, uma área com rochas argilosas que os cientistas anseiam explorar; pode fornecer mais informações sobre o papel da água na formação do Monte Sharp. O mosaico foi montado a partir de dúzias de imagens obtidas pela Mastcam do Curiosity. Foi captado no Sol 1931, em janeiro.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS
(clique na imagem para ver versão maior; aqui para a versão sem o realce branco)
O rover Curiosity da NASA acaba de atingir um novo marco: o seu 2000.º dia marciano, ou sol, no Planeta Vermelho. Um mosaico de imagens obtidas pelo rover em janeiro oferece uma prévia do que está por vir.
Pairando sobre a imagem está o Monte Sharp, que o Curiosity tem vindo a subir desde setembro de 2014. No centro da imagem está o próximo grande alvo científico do rover: uma área que os cientistas estudaram a partir de órbita e determinaram conter minerais argilosos.
A formação de minerais de argila requer água. Os cientistas já determinaram que as camadas inferiores do Monte Sharp se formaram dentro de lagos que outrora abarcavam o piso da Cratera Gale. A área em frente pode fornecer informações adicionais sobre a presença da água, quanto tempo persistiu e se o ambiente antigo pode ter sido adequado para a vida.
A equipa científica do Curiosity está ansiosa por analisar amostras retiradas das rochas argilosas vistas no centro da imagem. O rover recentemente começou a testar novamente a sua broca pela primeira vez desde dezembro de 2016. Um novo processo para perfurar amostras rochosas e entregá-las aos laboratórios a bordo do rover ainda está sendo aperfeiçoado em preparação para alvos científicos como a área com minerais argilosos.
O Curiosity aterrou em agosto de 2012 e já percorreu 18,7 quilómetros. Em 2013, a missão encontrou evidências de um antigo ambiente de um lago que fornecia todos os ingredientes químicos básicos para a vida microbiana. Desde alcançar o Monte Sharp em 2014, o Curiosity examinou ambientes onde tanto a água como o vento deixaram as suas marcas. Tendo estudado mais de 180 metros verticais de rocha com sinais de lagos e águas subterrâneas, a equipa científica internacional do Curiosity concluiu que as condições habitáveis duraram pelo menos milhões de anos.