Top thingy left
 
SPUTNIK - 50 ANOS DE LEGADO CIENTÍFICO
6 de Outubro de 2007
 

Dada a importância da efeméride, não é possível deixar de falar do Sputnik. Foi a 4 de Outubro de 1957, há cinquenta anos atrás que o chefe da equipa que projectou o Sputnik Sergey Korolyov terá observado um missil russo modificado ser lançado para o Espaço do Cazaquistão levando a bordo uma carga muito especial.

O Sputnik 1 (que em russo significa "companheiro viajante") tinha aproximadamente o tamanho de uma bola de basquetebol ao qual se associavam longas antenas e pesava cerca de 90 quilogramas. Estava equipado com dois radio transmissores que transmitiram para a Terra um bip constante durante os 21 dias que se seguiram. 

Na altura muitos conservadores de pensamento mais simples pensaram que não havia qualquer utilidade no que havia sido conseguido pelos russos.

No entanto, ao nível político, o Sputnik espantou o Mundo e assustou os Estados Unidos da América. Em plena Guerra Fria mostrava que os EUA não eram a nação tecnologicamente mais avançada do mundo e obrigou os americanos a uma série de reformas que aceleraram a corrida espacial, como forma de exacerbar o seu patriotismo.

Foi, por isso mesmo, uma oportunidade para desenvolver novas tecnologias que fizeram avançar a engenharia de uma forma sem precedentes, que ao nível da construção de máquinas capazes transportar homens ao Espaço e até à Lua, bem como tecnologia que permitisse manter homens vivos no Espaço e comunicar com eles.

Para as pessoas com preocupações militares foi uma terrível dor de cabeça pensar que poderia haver gente a espiá-los do Espaço e eventualmente podendo mesmo atacá-los do Espaço.

Para os ambientalistas as fotografias que se seguiram do nosso planeta azul foram uma óptima ferramenta de propaganda. As imagens colhidas pelas missões Apollo em particular a "Blue Marble" tirada pela tripulação da Apollo 17 serviu para escrever dezenas de livros sobre a fragilidade do planeta e da necessidade de adaptação dos hábitos humanos ao do planeta.

A era espacial revelou a existência de um campo magnético da Terra e permitiu o desenvolvimento de tecnologia que permite ao Homem ir ao Espaço e voltar, utilizando o Espaço para construir grandes observatórios espaciais como Hubble, o COBE ou o WMAP, que permitiram que a astrofísica tivesse o nível evolutivo dos modelos que actualmente possui.

Mas, mais importante que tudo, a era espacial permitiu a melhoria das condições de vida na própria Terra. Os satélites meteorológicos permitem-nos antecipar o clima e tomar as precauções necessárias para combater as intempéries. Os satélites de comunicações permitem-nos hoje assistir em directo a eventos que se passam do outro lado do mundo, bem como comunicar por telemóvel a partir de quase qualquer ponto da Terra, de forma confortável, com quem quer que desejemos. A tecnologia GPS permite aos navios e aviões navegar de forma absolutamente segura, com uma tecnologia que se começa agora a generalizar nos automóveis.

Mas tão importante como a tecnologia colocada em órbita é a tecnologia que usamos no solo. As missões espaciais levaram ao desenvolvimento de tecnologia, como por exemplo, as pilhas de combustível que são necessárias para os motores a hidrogénio, que são fundamentais para o futuro ambiental do planeta quando se fala de diminuir as emissões de dióxido de carbono. Muita da Ciência associada a fenómenos espaciais e astronómicos, tem hoje aplicações na área da medicina, desenvolvidas sobretudo pelos físicos de partículas.

O legado do Sputnik assume, por isso, o crédito de ser a maior contribuição nos 50 anos que mais mudaram o Mundo.

Links:
Wikipedia
NASA
SPACE.com

  Exemplo de fotografia e respectiva legenda
O Sputnik 1.
Crédito: NASA
(Clique na imagem para ver maior)
 
Top Thingy Right