De acordo com um anúncio na passada
Sexta-feira, novas observações de uma jovem estrela e seus
arredores são como um instantâneo do nosso próprio Sistema
Solar aquando da sua formação.
A estrela, apenas com um milhão de anos,
está rodeada por um disco de poeira, o tipo de disco "protoplanetário"
a partir do qual se formaram os planetas em torno do Sol, de
acordo com a teoria. No disco encontra-se uma divisão que os
astrónomos dizem foi provavelmente formada por um ou mais
planetas gasosos gigantes, algo similares a Júpiter e a
outros planetas familiares.
Não existem imagens dos planetas. No
entanto, a poeira e a divisão foram observadas.
A teoria é que quando os planetas gigantes
se desenvolvem, recolhem poeira do seu percurso orbital,
limpando uma região de espaço em torno da estrela.
Configurações semelhantes foram já
observadas noutras estrelas, mas poucas são assim tão
jovens. Esta é a primeira evidência de um planeta em redor
de uma estrela tão jovem que é do tipo-Sol.
A estrela, GM Aurigae, encontra-se a cerca
de 420 anos-luz. É 1.05 vezes tão massiva quanto o Sol. Se o
sistema fosse transportado para o nosso Sistema Solar, a
recém-descoberta divisão situar-se-ia desde a órbita de
Júpiter até à de Urano.
"GM Aurigae é essencialmente uma versão
muito mais jovem do nosso Sol, e a divisão no seu disco tem
aproximadamente o mesmo tamanho que o espaço ocupado pelos
nossos próprios gigantes gasosos," disse Dan Watson,
professor de Física e Astronomia na Universidade de
Rochester. "Observá-lo é como estar a ver fotografias do
«bebé» Sol e Sistema Solar exterior."
As observações foram feitas com o
Telescópio Espacial Spitzer da NASA.
A descoberta, em conjunto com uma outra
semelhante o ano passado, deixou os astrónomos perplexos na
questão de como se podem os planetas gigantes formar tão
depressa.
A teoria convencional explica que todos os
planetas formam primeiro um núcleo rochoso. A Terra e os
outros planetas terrestres param por aqui. Mas os gigantes
gasosos usam um núcleo de crescimento infinito e começam a
atrair uma vasta quantidade de gás e poeira.
Uma teoria alternativa: os planetas
rochosos formam-se na maneira convencional, mas os gigantes
gasosos não. Em vez disso, colapsam, ao longo de uns
milhares de anos, a partir de um nó no anel de gás e poeira.
"Os resultados desafiam as teorias
existentes na formação dos planetas gigantes, especialmente
aqueles que se formam durante milhões de anos," disse Nuria
Calvet, professor de Astronomia na Universidade de Michigan
e autor principal de um artigo acerca dos resultados na
edição de 10 de Setembro das "Astrophysical Journal
Letters". "Estudos como este irão ajudar-nos a entender
melhor como os planetas exteriores, bem como outros no
Universo, se formam."
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University Of Rochester