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ASTRÓNOMOS DESCOBREM VERSÃO JOVEM DO SISTEMA SOLAR
13 de Setembro de 2005
 

De acordo com um anúncio na passada Sexta-feira, novas observações de uma jovem estrela e seus arredores são como um instantâneo do nosso próprio Sistema Solar aquando da sua formação.

A estrela, apenas com um milhão de anos, está rodeada por um disco de poeira, o tipo de disco "protoplanetário" a partir do qual se formaram os planetas em torno do Sol, de acordo com a teoria. No disco encontra-se uma divisão que os astrónomos dizem foi provavelmente formada por um ou mais planetas gasosos gigantes, algo similares a Júpiter e a outros planetas familiares.

Não existem imagens dos planetas. No entanto, a poeira e a divisão foram observadas.

A teoria é que quando os planetas gigantes se desenvolvem, recolhem poeira do seu percurso orbital, limpando uma região de espaço em torno da estrela.

Configurações semelhantes foram já observadas noutras estrelas, mas poucas são assim tão jovens. Esta é a primeira evidência de um planeta em redor de uma estrela tão jovem que é do tipo-Sol.

A estrela, GM Aurigae, encontra-se a cerca de 420 anos-luz. É 1.05 vezes tão massiva quanto o Sol. Se o sistema fosse transportado para o nosso Sistema Solar, a recém-descoberta divisão situar-se-ia desde a órbita de Júpiter até à de Urano.

"GM Aurigae é essencialmente uma versão muito mais jovem do nosso Sol, e a divisão no seu disco tem aproximadamente o mesmo tamanho que o espaço ocupado pelos nossos próprios gigantes gasosos," disse Dan Watson, professor de Física e Astronomia na Universidade de Rochester. "Observá-lo é como estar a ver fotografias do «bebé» Sol e Sistema Solar exterior."

As observações foram feitas com o Telescópio Espacial Spitzer da NASA.

A descoberta, em conjunto com uma outra semelhante o ano passado, deixou os astrónomos perplexos na questão de como se podem os planetas gigantes formar tão depressa.

A teoria convencional explica que todos os planetas formam primeiro um núcleo rochoso. A Terra e os outros planetas terrestres param por aqui. Mas os gigantes gasosos usam um núcleo de crescimento infinito e começam a atrair uma vasta quantidade de gás e poeira.

Uma teoria alternativa: os planetas rochosos formam-se na maneira convencional, mas os gigantes gasosos não. Em vez disso, colapsam, ao longo de uns milhares de anos, a partir de um nó no anel de gás e poeira.

"Os resultados desafiam as teorias existentes na formação dos planetas gigantes, especialmente aqueles que se formam durante milhões de anos," disse Nuria Calvet, professor de Astronomia na Universidade de Michigan e autor principal de um artigo acerca dos resultados na edição de 10 de Setembro das "Astrophysical Journal Letters". "Estudos como este irão ajudar-nos a entender melhor como os planetas exteriores, bem como outros no Universo, se formam."

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PHYSORG.com
University Of Rochester


Impressão de artista dos possíveis planetas em redor de GM Aurigae.
Crédito: NASA/Calteh/Spitzer Space Science

 
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