Top thingy left
 
COLISÃO GALÁCTICA: UMA AMOSTRA DO QUE ESTÁ PARA VIR?
30 de Agosto de 2005
 

Duas galáxias em colisão na constelação de Peixes podem pressagiar o destino da Terra e da Via Láctea daqui a milhares de milhões de anos.

Astrónomos avistaram a fusão galáctica, colectivamente conhecida como NGC 520, usando os Espectógrafos Multi-Objecto Gemini (GMOS) do Observatório Gemini Norte em Mauna Kea, Hawaii, EUA.

"É bastante assustador," diz Ian Robson, director do Centro de Tecnologia Astronómica do Reino Unido. "Desde que o GMOS foi instalado no telescópio em 2001, tem tirado imagens astronómicas espectaculares de galáxias distantes e muito ténues, e de regiões de formação estelar, providenciando uma rica quantidade de dados científicos - mas esta provoca-me um arrepio na espinha."

As duas galáxias originais, envolvidas na colisão, eram provavelmente galáxias espirais, muito parecidas à nossa Via Láctea e à sua vizinha Galáxia de Andrómeda (M31). Daqui a aproximadamente 5 mil milhões de anos, os astrónomos prevêm que a Via Láctea e Andrómeda colidam num espectáculo celeste bastante semelhante.

"Contudo, é extraordinário observar de longe o fim do planeta Terra e da nossa própria Galáxia," diz Robson.

Apesar do olhar de destruição e caos, as ténues áreas vermelhas na imagem podem ser áreas onde as estrelas se estão a formar. A colisão galáctica cobre uma área de 150,000 anos-luz de comprimento e situa-se a cerca de 100 milhões de anos-luz da Terra.

Anteriormente a 1980, antes dos dois discos poderem ser diferenciados, alguns astrónomos suspeitavam que NGC 520 era uma única galáxia, não duas em interacção.

Links:

Notícias relacionadas:
Universe Today
PHYSORG.COM
Particle Physics and Astronomy Research Council (PPARC)

NGC 520:
NOAO
NRAO

Observatório Gemini:
Página oficial


A forma única de NGC 520 é o resultado de uma colisão entre duas galáxias - a corrente de poeira de uma das galáxias pode ser facilmente observada obliquamente no meio. A nossa Galáxia - a Via Láctea - irá colidir com a galáxia de Andrómeda daqui a cerca de 5 mil milhões de anos.
Crédito: Observatório Gemini
(clique na imagem para ver versão maior)

 
Top Thingy Right