Duas galáxias em colisão na constelação de Peixes podem pressagiar o destino da Terra e da Via Láctea daqui a milhares de milhões de anos.
Astrónomos avistaram a fusão galáctica, colectivamente conhecida como NGC 520, usando os Espectógrafos Multi-Objecto Gemini (GMOS) do Observatório Gemini Norte em Mauna Kea, Hawaii, EUA.
"É bastante assustador," diz Ian Robson, director do Centro de Tecnologia Astronómica do Reino Unido. "Desde que o GMOS foi instalado no telescópio em 2001, tem tirado imagens astronómicas espectaculares de galáxias distantes e muito ténues, e de regiões de formação estelar, providenciando uma rica quantidade de dados científicos - mas esta provoca-me um arrepio na espinha."
As duas galáxias originais, envolvidas na colisão, eram provavelmente galáxias espirais, muito parecidas à nossa Via Láctea e à sua vizinha Galáxia de Andrómeda (M31). Daqui a aproximadamente 5 mil milhões de anos, os astrónomos prevêm que a Via Láctea e Andrómeda colidam num espectáculo celeste bastante semelhante.
"Contudo, é extraordinário observar de longe o fim do planeta Terra e da nossa própria Galáxia," diz Robson.
Apesar do olhar de destruição e caos, as ténues áreas vermelhas na imagem podem ser áreas onde as estrelas se estão a formar. A colisão galáctica cobre uma área de 150,000 anos-luz de comprimento e situa-se a cerca de 100 milhões de anos-luz da Terra.
Anteriormente a 1980, antes dos dois discos poderem ser diferenciados, alguns astrónomos suspeitavam que NGC 520 era uma única galáxia, não duas em interacção.
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Particle Physics and Astronomy Research Council (PPARC)
NGC 520:
NOAO
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