Surgiu agora uma nova ideia no debate sobre a origem do metano que se detecta em Marte.
Enquanto ao longo dos últimos anos alguns cientistas têm defendido que o metano provavelmente terá uma origem biológica, outros têm defendido uma origem vulcânica associada a este tipo de substância.
Os novos estudos sugerem que o metano eventualmente poderá ser explicado por processos não biológicos envolvendo um mineral chamado olivina, que é um mineral bastante abundante em Marte.
Quando a água contendo dióxido de carbono entra em contacto com as olivinas produz hidrogénio que nessas condições poderá, segundo os cientistas, reagir com o dióxido de carbono para formar metano (CH4). As olivinas que se encontrem abaixo da superfície poderão estar em contacto com a água subterrânea que se suspeita que exista no Planeta Vermelho.
"A maior parte do metano que existe na Terra é criado pelos seres vivos e o metano tem sido considerado um indicador da existência de vida nos outros planetas," diz o investigador de Dartmouth Mukul Sharma. "No entanto, nós mostrámos no nosso trabalho que a olivina natural pode ser alterada na presença de água contendo dióxido de carbono de modo a produzir quantidades copiosas de metano. É bastante fácil de fazer e não existe aí nada de bacteriano. Se existe vida em Marte, gostaria de ver evidências mais sólidas do que o metano."
Sharma e Chris Oze publicaram o seu trabalho na Edição de Maio do jornal da American Geophysical Union, Geophysical Research Letters.
Links:
Geophysical Research Letters:
http://www.agu.org/pubs/crossref/2005/2005GL022691.shtml